COM QUANTAS MÃOS SE FAZ UMA LÍNGUA
 
 O Manuário Acadêmico e Escolar nasceu da necessidade de registrar e divulgar sinais da Libras que circulam em dois contextos bem definidos: o Colégio de Aplicação e o Curso Bilíngue de Pedagogia do INES. Desde o final de 2011, esse trabalho, idealizado e coordenado pelas professoras Janete Mandelblatt e Wilma Favorito,  vem se construindo a muitas mãos.

 Com uma equipe constituída de alunos e profissionais surdos e ouvintes do INES, o principal objetivo do  Projeto Manuário, assim batizado pelo professor surdo Valdo Nóbrega, é contribuir para o fortalecimento da  Libras como língua de instrução. Por isso, o repertório lexical pesquisado e registrado compreende conceitos  e autores pertinentes ao universo escolar e acadêmico.

 O processo de pesquisa e registro abrange três etapas:
    (a) coleta de sinais junto a alunos surdos, professores e intérpretes do Instituto;
    (b) sessões de validação desses sinais com professores surdos do INES e outros representantes da comunidade acadêmica;
    (c) filmagem em estúdio dos sinais validados.

 Os resultados desse processo são divulgados aqui neste site, onde os sinais estão organizados por área do conhecimento. Futuramente, nossa meta é apresentar esse acervo sob a forma de um dicionário bilíngue online, com entradas nas duas línguas, acompanhadas de verbetes, tanto em Libras quanto em português. 

 As mãos que historicamente construíram a Língua Brasileira de Sinais seguem coreografando gestos de  leitura e interpretação do mundo. O Manuário dialoga com essas mãos, compartilhando com o público o  conhecimento da rica produção lexical gerada nas salas de aula e oferecendo uma ferramenta de consulta  desse patrimônio.  

 Esperamos que muitas outras pessoas participem desse diálogo, visitando e consultando nosso site, que estará em constante ampliação, acompanhando o crescimento natural e constante da Libras.

Seja bem-vindo e boa consulta !

As mudanças técnico-científicas transbordam por todo o globo, deixando suas marcas na política, na economia e na vida social.  O amplo debate destas mudanças e seus afetos na diversidade dos paradigmas estruturais – epistemológicos – do mundo, ganha mais espaço - pólos de debate/disputa das ciências humanas e sociais. Esse emaranhado de pensamentos estruturais contemporâneo vão impactar a Educação de forma geral e indagar o papel da escola na contemporaneidade. Enfatiza a necessidade de ampliar os estudos e pesquisas no campo da educação sobre novas/outras práticas pedagógicas, desafiando o “fazer” docente, não só nas questões metodológicas, mas também na reconfiguração da Didática, afim do professor atuar com maior consistência no processo de ensino-aprendizagem para as demandas atuais, promovendo uma educação para além da aquisição de conhecimentos específicos para avaliações e para o mundo do trabalho. Uma educação que contemple as diversas produções de subjetividades, que abranja as relações étnicos-raciais, que inclua pessoas com deficiência, a multi/interculturalidade, as minorias... Uma educação que promova subjetividades individuais e coletivas capazes de transformar a própria realidade do aluno e do coletivo, capaz de promover transformação social.

O pensamento de Candau destaca a didática como “conhecimento de mediação” destinado a compreensão do processo de ensino-aprendizagem, com busca outras formas de intervenção na prática pedagógica, entendida como prática social. Libanâneo marca que o campo da didática está intimamente ligado às mediações incumbidas ao professor, esse por sua vez promove o encontro formativo entre o aluno (com sua bagagem social) com o saber escolar.  Uma questão é clara quanto a unidade no pensamento da sobre Didática: os saberes ensinados exigem uma articulação das disciplinas e seus conteúdos com as práticas sociais e culturais dos dias de hoje. Outras dimensões de ensino e outras conexões.

Pesquisa relativa ao Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia de Ilson do Espírito Santo de Almeida, aluno do Departamento de Ensino Superior do Instituto Nacional de Educação de Surdos. Trabalho realizado com a orientação do Professor Drº Maurício Rocha Cruz (INES/DESU).


O Observatório Professor de Surdos reúne profissionais e estudantes com interesses acerca de diferentes assuntos que compõe a formação e a  atuação de professores de surdos. Através de ferramentas virtuais o Observatório oferece a seus visitantes um mapeamento das instituições (e seus respectivos cursos) que formam o professor de surdos, as instituições onde atuam estes professores, levantamentos de políticas públicas (leis, decretos, programas, subvenções, etc.), entre outras coisas.

A sua participação nas enquetes, nos questionários, nos fóruns, entrevistas e noutras atividades é fundamental para nossa pesquisa. Participe! Opine!


A pesquisa Máquinas de Produção de Subjetividade: tecnologias de informação e comunicação no cotidiano escolar, é desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação - UFF (2012-2016) e também junto a comunidade escolar do CEEM (2013-2015). Busca pensar a imersão das TICs no cotidiano escolar e na produção de subjetividade. 


Pesquisa cadastrada no Programa de Iniciação Científica do Departamento de Ensino Superior do Instituto Nacional de Educação de Surdos.

 



O Grupo de Estudos e Pesquisas Escola, Memória e Cotidiano - GEPEMC foi criado em 2005 com o objetivo de articular as ações de docência, pesquisa e extensão e em especial na formação continuada de professoras e as investigações com as crianças e suas infâncias. O GEPEMC existe formalmente como um grupo articulado ao Laboratório GRUPALFA e funciona na sala 515 da Fac. de Educação da UFF. Desde sua criação o grupo reúne-se quinzenalmente com vistas a realização de estudos relativos às temáticas que fundamentam seus eixos articuladores: escola e cotidiano, memória e cotidiano, pesquisa com o cotidiano. O GEPEMC é formado por uma equipe de 07 pesquisadores (doutores), 04 estudantes de doutorado em educação, 06 mestres, 01 estudante de mestrado em educação, 04 estudantes de graduação, 16 bolsistas de Iniciação à Docência e 03 educadoras  com especialização em Alfabetização das Crianças das Classes Populares, que atuam na escola básica das redes públicas do Estado do Rio de Janeiro. O GEPEMC está certificado no diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.

O GEPEMC integra a REDE DE FORMAÇÃO DOCENTE - REDEFORMAD: https://sites.google.com/site/redeformad

E participa da Red de los Colctivos Escolares y redes de Maestras y Maestros que hacen investigación e innovación desde la escuela

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