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Colégio Santo Agostinho, do Rio, suspende uso de livro considerado 'comunista' por grupo de pais

 
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Colégio Santo Agostinho, do Rio, suspende uso de livro considerado 'comunista' por grupo de pais
por Fatima Santana - quarta, 3 Out 2018, 09:04
 

Obra escrita nos anos 1980 foi retirada da lista de leitura do sexto ano; ‘Meninos sem pátria’ retrata vida de família exilada na ditadura.

Esta é a história de “Meninos sem pátria” (Ática), livro de Luiz Puntel lançado em 1981 e que já está na 23ª edição. Apesar da longevidade, a obra enfrenta agora uma situação inédita — a pedido de alguns pais, o Colégio Santo Agostinho Leblon, na Zona Sul, suspendeu sua leitura, prevista desde o início do ano letivo. 

Pais de estudantes do 6º ano alegaram à escola que o livro “doutrina crianças com ideologia comunista”. Em uma página do Facebook, a obra é acusada de promover um “discurso esquerdopata”. No entanto, a decisão também foi alvo de críticas por internautas que se queixaram de ver o colégio se render a um “faniquito”. Procurada pelo GLOBO, a coordenação do Santo Agostinho não quis se manifestar.

Puntel destaca que o livro foi escrito dois anos após a anistia, evento histórico que lhe serviu de inspiração. O educador reforça que “Meninos sem pátria” se baseia no drama da volta dos exilados, e não em uma apologia ao comunismo.

Ana Paula Blower e Renato Grandelle
02/10/2018 - 22:06 / 03/10/2018 - 08:51